O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou no dia 06 de dezembro de 2012 para cerca de 600 representantes sindicais alemães e convidados internacionais no congresso do sindicato alemão de metalúrgicos, o IG Metall, em Berlim. Num discurso de improviso, Lula recordou sua trajetória política, de sindicalista a presidente da República e lembrou que o movimento sindical alemão sempre foi muito solidário com os trabalhadores brasileiros, desde a época das grandes greves do ABC nos anos 80.
Nos últimos 10 anos, o governo paulista deixou de aplicar em Saúde cerca de R$ 7 bilhões, o que daria para construir 120 hospitais com 200 leitos em todo o Estado.
De acordo com levantamento realizado pela Assessoria da Bancada do PT, para alcançar o mínimo constitucional de gastos com a Saúde – 12% do Orçamento - os tucanos têm incluído programas e ações alheios à área.
O governador Geraldo Alckmin, por exemplo, apresentou como gastos em Saúde o Programa Viva Leite, alimentação de presos, gerenciamento de unidades prisionais, atendimento médico a policiais militares e civis e pagamento de aposentadorias e pensões na área da Saúde.
Em 2011, esses programas que não são considerados ações e serviços de saúde somaram R$ 691 milhões. Ao se excluir esse valor, nota-se que o gasto com a Saúde foi de 11,73%, ficando R$ 241 milhões abaixo do mínimo constitucional.
Para o ano de 2012, o percentual que não será aplicado na Saúde deve ser de R$ 712 milhões, o que pode levar, inclusive, a uma rejeição das contas do governador.
Lula, Dilma e Rui Falcão no 4º Congresso do PT. (Foto Mário Agra - PT)
“Não tenho dúvida de que, no ano que vem, estaremos juntos fazendo campanha pelo 13 e pelo PT, como o próprio Lula já havia se comprometido”.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta terça-feira (1) que o recolhimento temporário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratamento de um câncer, não atrapalha as movimentações partidárias nem impede que ele continue contribuindo na construção de candidaturas para as eleições de 2012.
“No momento, estamos mais preocupados com sua pronta recuperação. Temos a informação de que ele reagiu bem ao início do tratamento. No PT, tudo prosseguirá no mesmo ritmo. O clima é de normalidade. Lula é ouvido por nós e se informa permanentemente conosco. Com certeza vamos continuar conversando”, afirmou.
Rui lembrou que a agenda do ex-presidente neste período estava mais concentrada nas viagens internacionais e que, de toda maneira, ele só entraria com mais empenho na atividade partidária depois de janeiro.
Questionado pelos jornalistas sobre a “falta” que o afastamento de Lula faria ao PT, Rui lembrou que a importância de Lula vai além da questão partidária. “O PT é uma espécie de filho do Lula. Mas ele faz falta ao Brasil inteiro e ao mundo, por sua liderança, pelo que ele representa”.
O presidente destacou que as questões relativas a 2012 estão bem encaminhadas. “O PT tem democracia interna. Tem unidade na diversidade, que é um dos motivos de sua força. Estamos unidos e preparados para a disputa de 2012”.
Dirigentes e militantes petistas manifestam apoio e carinho a Lula
Nota do Diretório Nacional do PT sobre o estado de saúde do ex-presidente Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na sexta-feira (28) no hospital Sírio-Libanês para exames, após queixas de dores na garganta.
Segundo nota do hospital divulgada neste sábado (29), os exames diagnosticaram um tumor localizado na laringe.
Por decisão dos médicos, o ex-presidente receberá tratamento quimioterápico de caráter ambulatorial a partir de segunda-feira (31).
Segundo a equipe médica que assiste o ex-presidente, ele se encontra em ótimas condições de saúde e as chances de cura são excelentes.
A direção nacional do PT, assim como todo o conjunto de dirigentes e militantes do Partido, contando com o seu pronto restabelecimento, conclama toda a nação brasileira a enviar uma calorosa mensagem de confiança e de energia positiva ao ex-presidente Lula neste momento de dificuldade.
Ex-presidente Lula, conte com o apoio e o carinho de todos os brasileiros e brasileiras!
Apresentado na Espanha como “a referência mais clara para um mundo justo”, o ex-presidente Lula cobrou, nesta terça-feira (19), a implantação das medidas contra a crise propostas em 2009 pelo G20 em Pittsburgh, nos EUA. Entre elas estão a regulamentação dos mercados financeiros e dos paraísos fiscais.
Segundo o ex-presidente, a crise não pode ser vencida apenas com medidas de ajuste, pois é necessário fazer com que a economia dos países volte à normalidade, com estímulo ao crescimento e ao comércio, diminuindo o protecionismo. “Não se pode permitir que o povo pobre e trabalhador, que não tem nada a ver com a crise, pague a conta”, afirmou.
Lula ressaltou que crise não é só da Europa, e que sua solução passa por decisões de longo prazo. “Não necessitamos de políticos quando tudo está bem. Sou político, não nego a política, não acho que haja solução fora da política e não tenho vergonha de ser político. Os políticos não podem tomar decisões pensando nas próximas eleições. Têm que pensar nas próximas gerações”, disse.
O ex-presidente participou da III Global Progress Conference, promovida em Madri pela Fundácion Ideas e pelo Center for American Progress, com a colaboração do Instituto Friedrich Ebert. Além dele, estiveram no evento o ex-presidente da Espanha, Felipe González, o ex-primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, além de Alfredo Pérez Rubalcaba, candidato do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições que serão realizadas em novembro.
De acordo com Lula, em 2008 e 2009 já se dizia que a “era do sigilo bancário” havia acabado. Naquela época, logo após a primeira onda da crise global, os países do G20 já haviam identificado as causas do problema, e sinalizavam que era necessário proteger consumidores e investidores para garantir que não houvesse abusos do mercado financeiro.
Democracia Ao citar a sua experiência no governo, o ex-presidente afirmou que o maior patrimônio que deixou ao Brasil foi uma boa relação entre Estado e sociedade. “Fizemos 73 conferências nacionais para definir as políticas públicas e não houve nenhum setor que não foi convidado.”
O resultado dessa política, de acordo com o Lula, foi criação de milhões de emprego e a retirada de mais de 28 milhões de pessoas da extrema pobreza. “Fizemos uma combinação que nem acreditávamos ser possível. Aumentamos o mercado externo e as exportações, aumentamos o salario mínimo sem aumentar a inflação”, disse.
A previsão do ex-presidente é de que o Brasil continue nesse rumo. “Nós temos um amplo programa de investimentos até 2020 para que, se tudo der certo, o Brasil vai se tornar a quinta economia do mundo.”